2006-05-16

Porque's

Porque não tenho nada contra quem opta ficar em casa e ser mãe a tempo inteiro. Porque eu nunca seria uma mãe a tempo inteiro, mesmo que fosse milionária. Porque não considero que essas opções possam ser lidas de forma linear. Porque estou farta de ouvir que as creches são um último recurso. Há para quem seja... e há para quem não seja.

Porque não sou mãe a tempo inteiro por opção (sim... na vida é tudo uma escolha). Porque se o fosse seria uma péssima mãe — e a minha realização pessoal não está dissociada da realização enquanto ser humano e, consequentemente, do desempenho como mãe. Porque o que realiza uns não surte o mesmo efeito noutros.

Porque considero um privilégio poder interagir desde cedo com indivíduos da mesma idade. Porque gosto de vê-la a fazer as primeiras amizades, a ter as primeiras afinidades e as primeiras incompatibilidades. Porque considero benéficas todas as doenças infantis que daí advêm. Porque gosto de vê-la a receber diferentes tipos de amor, porque as educadoras também amam as suas crianças. Porque acho que — sim — há quem cuide tão bem ou melhor que a própria mãe. Porque sei que ela é cuidada e mimada por mãos nas quais deposito inteira confiança.

Porque não tento compensar por não estar o dia inteiro com ela. Porque não sinto necessidade de o fazer. Porque não me sinto culpada. Porque cansam-me as culpas, os martírios. Nem quando ela se agarra às minhas pernas num lamento profundo... um lamento que acaba assim que a porta se fecha e que ao fim de dois passos se transforma em gargalhadas.

Por tudo isto passo assim a formalizar a minha opinião sobre este tema.

As creches ou os berçários são a primeira porta para o mundo. Se essa porta faz falta? Nada que não conheçamos faz falta. Algo só faz falta após o experimentarmos. A regra diz que uma criança que entre cedo para o berçário chega aos três anos com uma autonomia muito superior à que ficou em casa. A regra também diz que a aprendizagem do respeito pelos outros também é mais precoce quando se tem de conviver com outros seres, quando não é apenas a nossa vontade que impera. A regra também aponta para que seja um espaço privilegiado para aprender as primeiras normas de comportamento social.

A regra... A regra não vale de nada quando esse trabalho não é continuado em casa. E a regra não tem grande peso quando à noite o cansaço impede que haja disponibilidade física e mental. Muitas vezes isso acontece. Que ninguém é super-herói. Também não há necessidade de culpas por isso. Mas criar horários que conciliem escola e casa pode ser a resposta. Não prescindir de educar porque em casa estão os bons e na escola os maus. A escola simplesmente lhe dá a oportunidade de viver o que aprende em casa.

Porque a regra que diz que uma criança que fica em casa com a mãe pelos menos os primeiros três anos de vida crescerá a ser um adulto emocionalmente mais equilibrado também não é de ouro. Eu teria colocado a minha ao fim de quatro ou cinco meses numa creche se tivesse tido essa oportunidade. Porque a adaptação teria sido muito mais suave, menos brusca do que foi. Do que foi para ela. Não para mim.

Escolhi tê-la na escola. Optei por inscrevê-la. Decidi prescindir de outras coisas para o fazer. Optei por pagar uma escola e deixar de ter dinheiro para outras coisas. Porque acredito ser o melhor para mim e para ela. Porque a vida é feita de prioridades.

Quando oiço alguém a dizer na altura que regressa ao trabalho, ao fim dos quatro meses de licença, “até que enfim que voltei” não estranho. Acho até que há muitas mães que o sentem mas que se inibem de o dizer. Afinal que raio de mãe dispensa estar ao lado do seu filho 24 horas por dia? O mesmo tipo de mãe que opta por ficar com ele dia após dia. A diferença que as separa é tão simples quanto o que faz uma feliz não faz a outra. Mas ambas podem criar filhos felizes ao assumirem o que as faz pulsar. O que as faz chegar ao fim do dia com um sorriso de orelha em orelha.

O que me faz ser melhor mãe é não estar com a minha fiha 24 horas por dia, sete dias por semana.

Nota1: Este texto não pretende ser uma ideia com a qual se concorda ou discorda. É uma forma de estar na vida com a qual alguém se poderá identificar ou não.

Nota2 (e a mais importante): Aprendeste a tirar macacos do nariz... só falta agora comê-los!!!

Adenda: Parágrafos por encomenda... agora refila lá a dizer que é grande!!! :P

72 comments:

RB said...

parece que sou a primeira, só mesmo eu uma má mãe que em vez de ver o filho dormir depois de uma birra monumental, está aqui a estas horas a ler-te e a comentar, ainda por cima!
Tenho-te a dizer que também eu sou uma má mãe aos olhos de muitos, que fui trabalhar por opção claro aos 3 meses, não havendo nada, mesmo nada que o obrigasse. Sim, foi por cansaço de estar em casa e por necessidade de voltar à vida activa, à minha vida de outrora, profissionalmente falando e independente.
muitas vezes pensei, antes de ter filhos, que quando os tivesse, estaria em casa o maximo tempo que conseguisse. Quando finalmente o fui, esse não foi o meu desejo. Não gosto do meu filho? Claro que sim, ele é a coisa mais importante da minha vida e ve-lo feliz, faz-me mais feliz que qualquer outra coisa. E embora saiba que existem mães que são piores educadoras para os seus filhos que outra pessoa, no meu caso, não o acho, acho eu sou mesmo a melhor pessoa para educar o meu filho, acho que não existe ninguém que o vá fazer com mais amor, mais dedicação e mais capacidade que eu... presunção? não sei, é mesmo uma crença minha.
Então porque? por necessidade pessoal, porque quis, simplesmente...
Agora quando se fala de creches, afirmo que, na minha opinião é importante que para eles, mas não apartir dos 4 meses, é importante para eles, fazer amigos, lidar com outras crianças, lidar com outras pessoas fora do seio nuclear, mas não aos 4 meses, na minha opinião claro, não antes do 1 ano, não antes de adquirirem a marcha, não antes de iniciarem a fala. Porque? Porque embora sejamos seres sociais desde que nascemos, não necessitamos de outros para além do nucleo para o nosso desenvolvimento, não fazemos amizades, depressa esquecemos o que não é familiar.
O desenvolvimento aumenta nas creches? Claro que sim, mas a creche, os outros, exige segurança, exige autonomia, exige expressão, preciso que o meu filho, me de a entender como se sente lá, como o tratam, como gostas dos seus amigo, como gosta de aprender... Preciso que o meu filho diga que tem sede, que tem fome, que quer...
Talvez seja uma tolice minha, mas custa-me faze-lo de outra forma...
Custa mais mais velho? talvez... Mas o corte não tem de ser radical, se nos cabe a nós escolher quando vamos trabalhar, quando entram para a creche, podemos ir deixado devagarinho, cada dia mais um bocadinho, menos penoso, para eles e muito mais seguro para mim...
Penso que não se trata de egoismo, trata-se de sentir a segurança necessária para ele.
Então porque ele vai quando tiver 9 meses? contradição, não?
Porque depois da minha necessidade abrupta de ir trabalhar e pelo facto de achar que a minha mãe, embora avó, também ela tem uma vida activa e que respeito, vou pedir-lhe a ela, que hoje já faz parte da familia nuclear dele, que devagarinho, muito devagarinho o vá deixando e ela mesma regresse à sua vida, pois quem sou mãe sou eu, ela apenas é avó, que sei que gosta muito de estar com ele, mas igualmente gosta muito da sua vida extra ele...
Depois de me ter esticado, como nunca e porque muitos comentários dão post, vou postar no meu, este comentário, pois acho que ele um dia vai gostar de saber como funciona a cabeça da mãe dele.
Abusei, né?
(sei que o teu comentário ao meu comentário, não vai ser muito facil de se ler e que vai dar agua pela barba- abusei só mais um pouco)

Ck in UK said...

Oh pa Carla, tou no Japao e vim espreitar os blogs todos. Nao deixei comments em nenhum menos neste. E que tenho uma opiniao tao forte sobre este assunto q nem imaginas.Oh pa, nao podia deixar de comentar.
Concordo 500% contigo. Espera ai uns dias ou uma semana que te respondo em condicoes no meu blog.

arigato e beijos de toquio

Ana said...

Passei aqui para te dizer que ando pior da miopia à tua conta :)
A tua escrita que é bem melhor que a do nobelissimo Saramago tem algo semelhante à dele, a falta de parágrafos, o que me leva a fazer um esforço imenso para ler e acabo por ler só as primeiras 20 linhas e o resto puffff.....apaga-se.

Querida Carla por favor faz uns parágrafozinhos para que estes meus olhinhos cansados possam ler as maravilhas que escreves.

Das 20 linhas que li.....não posso concordar mais com essa filosofia de vida.
É preciso que estejamos felizes a todos os níveis para podermos fazer os nossos filhos felizes.

A parte que gostei mais foi a dos macaquinhos, vulgo burrié que é bem salgadinho e até pode gostar :)))))))

Flores said...

Vou articular ideias e já venho opinar.

cristina said...

Quando me perguntaram se ia ficar os 5 meses de licença disse que não, apenas 4. Mas então porquê? Porque é importante o nosso espaço, tanto o meu como o delas, porque é muito mais delicioso quando chegamos a casa e termos miminhos e abraços sentidos de saudades.
A Gabi logo que pude foi para a escolinha e tornou-se uma menina muito mais independente. A Margarida está numa ama porque não tinha vaga na creche, mas assim que tiver vai.
Eu fui criada pelos meus avós, o que foi muito prejudicial, não a nível de afectos que isso tinha que sobra, mas a nível intelectual. Tinha medo de tudo e de todos e foi muito díficil a adaptação a escola.
Temos que ter nosso espaço e vivermos os momentos que estamos juntos mais intensamente.

bjs e pouca macacada lol

Repolha said...

Rute: E não tens vergonha??? A uma hora destas? LOL Eu não disse que haverá alguém melhor para educar, mas sim para cuidar, prestar cuidados, assistência. Há as coisas que são instintivas e as que são adquiridas através do conhecimento e, principalmente, da experiência. Sobre os bebés não terem um comportamento social entre eles, coisa que leio em muitas teorias, acho mesmo que só quem não lida diariamente com um grupo de pequenotes pode afirmar tal coisa. Acho, sem dúvida alguma, que se tem que conhecer quem está com o nosso filho. E se não se conhece antes, tem que se conhecer após. Os bebés sabem "dizer" que têm fome, sede, sono, necessidade de mimo, frio, calor, dores, etc. Nós é que muitas vezes não os entendemos. Nós tipo eu ou tu. Porque quem trabalha com bebés percebe à primeira. E a fala não é adquirida ao ano. A fala pode chegar apenas aos dois anos. Já a marcha é muito comum ser iniciada aos 14 ou 15 meses. Entre o ano e os dois é a idade mais complicada para ser deixado com um "estranho" e por essa razão muitos berçários nem sequer aceitam crianças nesse intervalo de idades. Porque é de facto traumático. Deixar aos poucos é o que se faz aos 4 meses. Foi o que fiz aos sete meses. É o que eu faço ainda. Porque creche não é sinónimo de depósito. Creche é um sítio para crescer, para se divertir. Não para se chatear... Não é por pagar a creche das 08h às 20h, cinco dias por semana, que vou achar que já que pago vou usufruir da totalidade a que tenho direito. Pago dez horas para usufruir de cinco, seis horas. E não me sinto lesada. Bem pelo contrário... Finalmente, os bebés dão entender se estão a ser bem ou mal tratados. E não o fazem na hora de ficar, mas na altura de sair. É ao fim do dia que se vê se a criança está feliz ou infeliz, se abandona a escola a chorar ou a rir. É que chorar na hora da entrada é normal. Chorar na hora da saída já nem tanto (isto em bebés até ao ano e meio porque depois torna-se muito mais complicado do que isto). Isto nota-se na forma como come, como dorme, como sorri.

Ck in UK: Também não era para concordar :P. Identificas-te portanto... E que tal o país do Sol poente???? Espero pelo teu regresso então...

Ana: Sai já uns parágrafos!!! E depois não te queixes que é grande, sim??? Burrié é lindo!!!

Flores: LOL... OK! Mas não opines... partilha a tua visão da coisa. Torna-se tão mais fácil ;)

Veliam: Eu fiquei em casa com a minha mãe e não posso concordar mais na parte da adaptação... Foi muito complicado gerir todo o processo. De mim para mim. Porque pouca gente deu conta. Engraçado, não é?

. said...

Sempre disse que boa parte do meu bem estar tem a ver com a minha vida profissional. Óbvio que me custou a regressar. Parar implica sempre uma transformação. Mas assim que voltei ao acttivo soube que o meu filho tem uma mãe que precisa de produzir para se sentir feliz. Se me perguntarem se ficaria com ele até ao um ano, talvez dois? Sim, ficaria. Pensando que seria o melhor para ele. Para mim não seria, com toda a certeza. Qual seria a situação ideal para mim? Trabalhar quatro ou cinco horas por dia e ter fins de semana de três dias :)))) Mas não abdicaria do meu tempo, da minha vidinha, sabendo eu que isso me faz feliz. E mãe feliz é mãe disponível a 100% para o amor.

Óptimo texto!

Unknown said...

Até me vou sentir envergonhada perante comentários tãaaaao grandes, mas eu apenas queria dizer q não acrescento nadinha ao teu post, pq concordo com ele em todas as palavras, virgulas, pontos finais e...parágrafos!
Beijocas
Alexandra

Rita said...

ainda bem que voltaste a escrever com a assiduidade habitual :) adoro ler tudo o que escreves, mesmo que por vezes pense exactamente o oposto. espero que continues sempre por aqui e continues a escrever muitos e muitos parágrafos todos os dias para eu devorar :) já pensaste escrever um livro?
eu tb não queria ser apenas mãe, mas gostava de trabalhar a partir de casa ou ter horários sempre flexíveis para estar com ela sempre que quisesse.
beijinhos enormes

Flores said...

Então aqui vai:

A questão nestas coisas todas está no termos ou não possibilidade de escolha. E temo que muitas de nós não tenhamos essa opção.

Tu tens as tuas razões para optares por aquilo que optaste, e bem fundamentadas, concorde-se ou não com elas, e outras mães terão a opinião contrária. Também elas fundamentadas. E respeitáveis.

O drama, para mim, é que não temos esse poder de escolha. Não podemos prescindir de um ordenado, não podemos deixar com avós, não queremos deixá-los num infantário, mas não temos outra opção.

Ou até queremos isso tudo, mas gostávamos de ter um horário reduzido. E não nos permitem.

A questão, sublinho, para mim é: Há opções, verdadeiramente?

Ana said...

Que belos parágrafos!

Coisa mai linda de se ler :)

Obrigada

Ass. Brigada Muito Míope

Repolha said...

Estrelinha da manhã: Eu confesso que não quereria ficar com ela até ao ano ou aos dois mesmo que pudesse... Não quereria mesmooo! E olha que nem é tanto a realização do trabalho que me impele a trabalhar... Apenas não me sentiria bem sem o fazer. E também não o poderia deixar de o fazer, diga-se de passagem...

Alexandra G.: LOL... Os parágrafos foram mesmo improvisados...

Rita: O sonho de um dia escrever um livro foi deitado por terra há uns tempos quando eu escrevi alhos e me comentaram bugalhos LOL (esta é indirecta para outra menina!!!). O melhor é ficar-me por fazer filhos e plantar árvores ;) Isso que descreves é outra coisa. Não a opção de ter ou não na creche. São distintas.

Flores: Acredito e não retiro importância. Eu pude optar, mas arriscando muito como poderás compreender. Optei ter a vida que tenho, mas fui obrigada a prescindir de baixas, de licenças, de muita coisa. Porque até na semana em que nasceu eu tive que trabalhar... Considero-me, contudo, uma privilegiada, mesmo sem o seguro de saúde... Privilegiada porque pude optar. Não desvalorizo quem opte por ficar em casa. Nem quem coloque o filho na creche porque não tinha outra opção. Apenas quero deixar claro que nem sempre é branco ou preto: não a deixei na creche por que tinha que ser, mas porque quis (embora se não quisesse teria de pôr à mesma porque tb não há avó para tomar conta - e se houvesse eu não optaria pela avó - e não posso prescindir do dinheirinho ao fim do mês... quando chegam as contas da água, da luz, do gás, enfim... a vida). Se há opções? Não sei. Mas sei que há formas de aproveitar bem ou mal o tempo ;)

Ana: LOLLLLLL

Tita Dom said...

:-) deposito de crianças!
Concordo com o infantario, concordo com a tua opção porque tambem foi essa que optei aos 16 meses de idade, até ai ficou com a avó(que tinha um supermercado e foi sempre tratada como gente grande e no meio da clientela toda e só lhe fez bem). O infantario da-nos a sabor da saudade, um sabor que não sentiriamos se estivessemos com eles 24/24 horas! O sabor de quando chega do infantario e nos dao um beijo do tamanho do mundo e um xi coração amassado e repleto de saudade. O sabor da dedicação após o reencontro. Faz-lhe bem em muitas sentidos que ja referiste acima e faz-nos bem tambem. E nada disso, não existe mãe má pk se opta por colocar um filho no infantario. Mãe má é a mãe que não dá amor, colo qd necessário...
Beijocas.

P.S Com paragrafos entrou melhor heheh.Encanta-me a tua escrita carla...

Docinho said...

E eu identifico-me... podiam ser minhas estas palvras... hoje já escrevi sobre este assunto... não tenho mais nada para dizer... apenas que concordo com as tuas opções e que foram as minhas, que ninguém tem o direiro de classificar os outros de má ou boa mãe... que a minha filha não seria feliz com uma mãe frustada em casa... que já apanhou doenças e que continua a crescer sem problemas... que ri e brinca com todas as crianças... que não chora qd vê estranhos... que é o espelho daquilo que tento passar-lhe e que começa com os valores que lhe passom na creche...
enfim... podia dizer tantas coisas, mas faço minhas as tuas palavras... e como fazem sentido para mim...
para o meu coração...

Estou feliz... ela está feliz... isso sim... é ser boa mãe...

Ana

RB said...

eu sabia!!! sabia que isto ia acontecer! lol
sobre o comportamento social, eu lido diariamente com bebés e não te disse que eles não tem comportamentos sociais, pelo contrário, disse-te que somos seres sociais desde que nascemos, mas aos 4/5 meses, o bebé, não interage mais com crianças do que com adultos, olha para eles, mas as outras crianças da sua idade não lhe dão o necessário para que ele se relacione, não faz amizades, não evolui mais porque se relaciona com outros bebés. O estimulo é muito maior com adultos, animais e objectos. Uma criança pequena precisa do adulto para interagir, precisa de um motor que lhe permita adquirir conhecimento. A partir do 1 ano, tudo muda e o envolvimento com pares aumenta exponencialmente, vive e cresce intensamente perante crianças da mesma idade e mais velha.
embora concordo em parte com o que dizes,sinto a necessidade que ele me diga, me conte, sei que os bebés nos falam, mas não me chega, talvez eu não entenda como tu dizes, o que ele me vai dizendo, e de forma nenhuma critico a opção de muitos, eu mesma se não tivesse outra opção o faria, como alias vai ser o caso, mas como opção, como escolha, só após as caracteristicas que te disse.sei que eles dizem qdo tem fome, sede, frio, mas eu quero que ele me diga a mim como se sentiu lá, não só por expressões e acções, mas verbalizando, quero que ele me diga que gosta de lá estar, que lhe falta isto ou aquilo... O que me preocupa não é se as educadoras vão perceber o que ele quer, pois sei que percebem, o que me aflige é se sempre se importam com isso, se correspondem às suas necessidades quando elas surgem.
A altura pior para por um filho penso não ser entre 1 e 2 anos, mas sim por volta dos 8/9 meses, pois essa é a altura que mais estranham os desconhecidos e não tenho conhecimento de locais onde não aceitem crianças entre 1 e 2 anos, antes pelo contrário, conheço muitos locais que não deixam antes de adquirirem a marcha.

Zuza said...

Este post soa-me a “respostinha”!!! :PPP

Cara Carla,
Sabes muito bem que comigo não há fundamentalismos. Melhor, não há generalizações. Se calhar às vezes, ao escrever, sai-me a “coisa” no plural mas NUNCA pretendi que as minhas escolhas sejam vistas como certas e muito menos como exemplos. Como em TUDO na vida eu acho que as pessoas têm que fazer por ser felizes. Foi isso que eu fiz.
E dá-me ideia que este comentário vai ser maior que o post. Eu sei que não te importas.
Eu não gosto de regras. Logo não as uso. E o melhor mesmo é comentar com o MEU caso porque é com ele que eu vivo. Não vou organizar parágrafos por ordem de importância. Escrevo á medida que me lembro.

Vais achar estranho mas eu ACEITO 100% do que dizes sendo que SÓ CONCORDO com 90%.
E como já adivinhas os 10% são as doenças. Nem tu nem ninguém me vão convencer que bronquiolites em série, outras ites e muitas oses fazem bem e recomendam-se. A L. não as teve e garanto-te que não lhe fizeram falta nenhuma porque está há 1 ANO na escola e continua sem as ter.
O nosso pediatra diz que nisto das creches funciona como uma balança: até aos 3 pesam mais as desvantagens, depois dos 3 as vantagens. Demasiado rígido para meu gosto. Até te digo, acho q ele não se importa hehehe, que mesmo tendo empregada a tempo inteiro a mulher deixou de trabalhar até os miúdos fazerem 3 anos.

A regra dos 3 anos, no nosso caso, não faz qq sentido. Aos 2 anos foi o momento mais do que certo para a L. entrar. Podia até ter entrado antes dado o feitio e a saúde dela. Mas nem todos os casos são iguais. Da mesma maneira que não me digam que as crianças da sala dela, quase todas entradas aos 4 meses são mais autónomas, mais compreensivas e mais respeitadoras do que a minha filha porque não são. Essas coisas também se aprendem em família.

Outra coisa que comigo acontece é quer dar à minhas filhas o melhor que eu tive na vida. E ficar com a minha avó até aos 3 anos foi mm do melhor que eu podia ter tido. A minha mãe e a minha sogra são as únicas pessoas em quem eu as deixo sem qq tipo de angustia. No dia que a L. ficou lá a 1ª vez eu fui trabalhar com o maior sorriso do mundo. Ela estava bem, eu estava bem. Deve ser o mm q sentes na creche, certo? :D

Eu tive uma péssima experiência de creche. Já te contei. Mas sei que desta vez vai ser tudo muito mais fácil, por vários motivos. Basta-me saber que a irmã vai estar lá com ela. Eu PREFIRO as creches às amas. Mas de longe!!! Não acho que lhes falte cuidados, amor e carinho. Todos os dias sou pressionada para lá deixar a J. e não é por falta de bebés ou de mais uns euros. Eu sei que elas já gostam da minha e ela nem sequer lá anda. Já fazem apostas se vai ser tão simpática como a irmã!!!!

Voltando às prioridades, eu já percebi que para mim 8 meses em casa é quase um limite. Pessoal, profissional, financeiro e emocional. Mas se vivesse na Suécia, heheheh e eu a dar-lhe hehehe, e durante um ano tivesse licença paga e garantia de voltar ao mm trabalho pois garanto que ia aproveitar ao máximo e esses 12 meses fazia-os na boa!!!!
As minhas filhas são a minha prioridade. A minha família é a minha prioridade. Porque ainda nenhum trabalho me deu a realização pessoal que eles me dão. Poder combinar as duas coisas será perfeito ;) Está quase…

Permite-me só que fale no teu caso, que também não deixa de ser excepcional, no sentido de excepção. Quantas mães podem ir levar e buscar os filhos à escola às horas que tu vais??? Quantas mães podem ficar em casa com eles quando estão doentes e trabalhar (ou tentar) em simultâneo??? Percebes… mais uma vez, cada uma tem que adaptar a sua vida. Cada uma tem é que ser feliz.

Agora vou ler os outros comentários…Oh pá mas já estou “inbejosa”… eu tb queria um comment vindo directamente do país do sol nascente humpf!!

Tita Dom said...

Permite me carla, mas o comentario de zuza deixou-me de sorriso nos lábios, e é isto mesmo, cada uma sabe o melhor para si e para os seus.

zuza em relação a este paragrafo "Quantas mães podem ir levar e buscar os filhos à escola às horas que tu vais??? Quantas mães podem ficar em casa com eles quando estão doentes e trabalhar (ou tentar) em simultâneo??? Percebes… mais uma vez, cada uma tem que adaptar a sua vida" nem imaginas o quanto me custa ter que levantar duda ás 7h.30 da manha para ela não se atrasar quando a carrinha da escola a vai buscar, o que me doi quando ela chega da carrinha ás 17.15h e eu não estou em casa para a receber, qts as vezes que esteve doente e eu não pude ficar com ela... a vida, e as condições da vida muitas vezes nos levam a proceder assim...

P.s bem carla este post, fez-nos agitar a alma de mae completamente :-)

calamity jane said...

OOOOHHHH pá!!!! Mas porque é que vocês me fazem isto???? Agora tenho q arranjar pelo menos meia-horita pra ler o post todo, os coments e comentar também!!! Tá mal!! Vou ali e já venho!

Grilinha said...

Achei muito bem teres levantado esta questão. Boa mãe é aquela que se faz feliz e também faz feliz o seu bebé. Eu tenho sempre uma vida activa, demasiado stressante. Pensei que não aguentava tanto tempo sem acção....Upsss!!! Como me enganei...adorei ficar 5 meses com o meu bebé e até estaria mais. Mas agora que voltei ao trabalho, tenho o triplo da paciência para ele. Passo tempo de maior qualidade. . Aproveito cada minuto. E sinto-me realizada profissionalmente. Idealmente não me importava de trabalhar em part-time. Mas não dá. Para mais ele adora estar no berçario a olhar para os outros bébés e interagir com eles. Então trabalho e aproveito o melhor possível o tempo que me resta com ele. E considero-me boa mãe. Assim como se tivesse a vontade de ter ido trabalhar ao fim de 3 meses, também o seria. Cada um ouve o seu coração e a sua razão...Concordo com o que disseste, e concordo com a Rute. Beijos

Ana said...

Já te disseram que o post está muito grande!

:)))))))))))))))

Tinha de dizer isto LOLLLLL

Marta said...

Mais uma vez gostei de ler a tua opinião e da maneira como a expões, apesar de não ter a mesma em certos pontos.
A repolhita tem muita sorte em ter uma mãe tão sensata e que sabe tão bem o que quer e o que sente.
Li os outros comentários "na vertical", e concordo com a opinião da Zuza... eu se podesse ficava mesmo em casa com o meu filhote...

Beijinho grande.

vania said...

ola carla.
eu como nunca fui de criticar nada e ninguem concordo contigo em dizer que nao somos mas maes por trabalhar. claro que deve ser bom nao ter horarios para acordar, nao ter aquele stress de ter que andar de mala, carrinho, babycoque e tudo mais. Mas será que as mulheres que optam por ficar em casa se sentem realizadas? nao sei e nem quero saber eu apesar de nao ter o emprego melhor do mundo eu gosto e é tao bom ser independente.
quanto aos macacos, nao te esqueças que é a altura das descobertas.
beijocas

Céu Estrelado said...

Olecas!!!
Fartei-me de rir com a história dos parágrafos e ainda bem que já os apanhei! lol
Temos de nos sentir bem conosco próprias sendo um passo importante para o bem estar dos nossos filhos tb e era realmente bom que tal como tu, todas as mamãs pudessem ter opção de escolha!
Quanto aos macaquinhos do nariz...achei o máximo pq a minha começou com isso a semana passada e faz sentido pois é uns diazinhos mais velha...fará parte da idade?? lol lol
Beijucas grandes! :)

Repolha said...

Tita: (e esta tb vou repetir à zuza) O que eu descrevo é uma situação ideal para mim numa situação urbana, onde as crianças que ficam com as mães ou avós em casa pouco ou nada saem de casa. A Duda teve o convívio não só de gente de todo o tipo e género, como a proximidade dos micróbios e bactérias (ainda mais saudáveis que os que estão na escola). Mas não é isso que acontece na maioria dos casos. A minha questão com as avós é outra e também ficará para outras núpcias... Uma de cada vez. Tal como o meu caso, o vosso também tem o seu quê de particular.
Os parágrafos tens que agradecer à gaja míope que está a amandar bocas aqui em cima...

Docinho: Tal como certamente muitas mães só são felizes ficando em casa. Ou tal, como diz a Flores, não têm outra opção porque se a tivessem tomariam-na... Eu senti evoluções muito positivas na minha bebé quando foi para a creche. Porque esta sem creche ficaria doida...

Rute: Puxar uns pelos outros depende. No caso da minha não. No caso de um bebé que entre aos 4 meses quando os que estão na sala têm um ano não tenho grandes dúvidas. Sim. Eles evoluem principalmente com o contacto com adultos, com a natureza, com animais. Mas (e volto a repetir: numa situação urbana, num apartamento, sem crianças à volta), aqui não existe espaço para a partilha, para a espera, até para a disputa... Sobre se os bebés não fazem amizades eu cá tenho umas ideias diferentes...
O colocar uma criança de um ano num infantário... é assim. A minha se tivesse ido aos 4 meses teria tido uma adaptação santa, aos sete foi de pôr os cabelos das educadoras em pé que garantidamente andaram uma semana a comprimidos para a dor de cabeça... ao ano e conhecendo-a teria sido extremamente dramático (alguém que a conheça e leia este blog é favor explicar o quão dramático). Neste momento, aos 15 meses, seria o mesmo que lhe fazer um buraco no coração... E ainda não fala :D Sobre educadoras... tem que se conhecer ou tentar o mais possível.

Zuza: CLARO QUE É!!!
Passando ao fim agora: o meu caso é excepcional porque eu assim o quis, mas é para mim o meu ideal (ideal seria ainda não ter que fazer algumas noitadas a trabalhar ou não ter que trabalhar tanto, para mim ideal se calhar seria deixá-la às 11h30 e ir buscá-la às 16h; é bom estar em casa para quando estão doentes, mas não se tem direito a baixa por assistência à família - mas não me queixo porque acho mesmo que sou uma privilegiada).
Tal como o meu, o teu também o é. Porque esqueci-me do pormenor que esta é para mim uma situação ideal numa situação urbana. A L. não precisou de "ites", "oses" e afins, mas teve à disposição bactérias, vírus e fungos dos bons. Ou seja, pôde criar defesas. O mesmo não se aplica à maioria das crianças que fica com a mãe em casa. Ou com a avó. Sim, o primeiro ano de infantário são doenças a granel... Este ano não me posso queixar porque tirando um ou outro achaque ela tem estado muito bem. Talvez porque tenha andado a chafurdar na terra, a comer areia cheia de bactérias e a beber água do mar e do rio com quilos de poluição... Não sei. Mas a verdade é que a varicela já cá canta e foi tão soft que tenho dúvidas se realmente foi, acreditas? Sobre deixar totalmente de trabalhar e estar dependente de outros, sou franca é coisa que não me agrada. Pode ser meu marido, meu pai, ou outra coisa qualquer. E aqui a porca torce o rabo... Não é, para mim, uma questão de realização profissional. Para mim trata-se de poder providenciar tudo à minha filha. Tudo leia-se tecto, cuidados médicos, alimentação... Se não confio no homem que me acompanha? Com toda a certeza. Mas imagina que ele vai desta para melhor (pq para morrer basta estar vivo)... como é? Que não tenho direito a pensões de sobrevivência... Ou então que o gajo fica maluco de todo (pq para ficar maluco basta estar são) e faz-se à estrada com uma gaja alta e espadaúda? LOL
Como eu disse... as regras só valem quando o trabalho não é remetido apenas para a escola como acontece tantas e tantas vezes.
Se calhar a minha experiência de creche também está relacionada com o facto de ela ter lá, não uma irmã, mas quase. Sim... dá uma segurança tremenda. Porque se algo correr mal eu sei que já ali alguém que a consegue fazer rir em dois segundos. (amas tb ficam para um outro... nã vamos esgotar assuntos, ok?)
No fundo temos exactamente as mesmas prioridades. Apenas achamos que o melhor a fazer são coisas diferentes...

Tita: E eu que achava que era isso que tinha dito... Cada um sabe de si, a situação ideal depende de pessoa para pessoa. Tal qual!

calamity jane: LOL.

Grilinha: Até aos 5 meses também fiz com uma perna às costas embora estivesse a trabalhar... depois disso começou a pesar e muito. Pois... também curtia ter o tal part-time mas tb não há condições... LOL. E sim. Sinto-me muito mais disponível não estando o tempo todo... mas isto sou eu. Eu com o meu feitio.

Ana: E reparaste que a Zuza fez parágrafos??? LOL

marta: :) Aí está: não somos felizes com as mesmas coisas...

vania: Eu não conseguiria não trabalhar pelas questões que explico à Zuza, mesmo que odiasse o trabalho (que não me rala nada... faço o que não gosto na boa). Acho que as mulheres que optam por ficar em casa se sentem realizadas (ou espero que sim). Eu é que não me sentiria...

Céu Estrelado: Sem dúvida que é bom quando se pode escolher... Mas que não me digam "coitadinha já na escola" SFF!!! LOL A minha foi no domingo. A tua foi na 5ª??? Foi? Foi? Acho que andam mesmo as duas a par e passo hehehe

Ana said...

a única desvantagem que vejo nos infantários é única e exclusivamente eles apanharem mais doenças, muito cedo.
Estou muito contente por ter a minha filha num infantário, para veres o quanto, apenas digo que a minha mãe não trabalha e a Bi não ficou com ela.
(Para indignação de todos, mas a filha é minha e portanto sou eu que escolho o que acho melhor para ela)

Anonymous said...

Olá Carla, é mesmo como tu dizes: Uma forma de estar na vida, nem mais. Que isto às vezes, viver também cansa, como diz o outro.
Só uma observaçãozinha, uma palavrinha da padiatra da Benjamim:"As crianças que comem os macacos auto-vacinam-se". Pronto, está tudo encaminhado. Loool.
Beijinhos.

Vanessa said...

Não só nunca escrevi sobre o assunto, como nunca o conseguiria relatar de forma tão a identificar-me tanto.
Apenas tenho a acrescentar que no meu caso, a creche (não foi só o facto de ter voltado ao trabalho), ajudou-me a encontrar algum equilíbrio emocional (que é um bom caminho para a realização pessoal que nos leva à felicidade) tendo como base, coisas tão simples como partilhar opiniões e dicas tanto com as educadoras como com as mães dos coleguinhas, ver o meu filho partilhar brincadeiras/ micróbios e crescer junto de outros bebés da mesma idade (até eu os considero um pouco "meus"), tomar consciência que afinal, todos têm fases boas e fases más e que umas demoram mais a passar do que outras variando de bebé para bebé, e por aí fora...
Passou a ser (É) uma ajuda preciosa neste meu (per)curso intensivo de Mamã.

Bem hajas tu e a tua escrita mamã repolha! :)*

Mae Frenética said...

Estou cansada... de ler!!!

Eu confesso q não tenho opinião... :)

Eu gosto de trabalhar.
Mas às vezes apetecia-me ficar em casa a tomar conta dele.

Não existe um trabalho bem pago em q só lá vamos qdo nos apetece? Não?... :))

Então deixem lá.

39 said...

Não me sinto obrigada a concordar contigo. a verdade, é que ainda sem filhos, penso como tu. depois, já não sei, não faço ideia, mas espero não mudar muito!
Beijinhos, beijinhos

Anonymous said...

Nem todas as mães são iguais e nem todos os bebés são iguais. Quanto a este assunto acho que cada um sabe de si e ninguém deve criticar qualquer decisão que se tome. beijocas

RB said...

ó miga as tuas noções de avó, são do antigamente não? as avós de hoje ao à rua com os netos, levam-nos aos parques, aos jardins, comer terra, à praia comer areia... São as avós dos tempos modernos, são as avós que hoje tem 50/60 anos, as avós urbanas!!!

. said...

Resumindo, todas aceitamos as opiniões e as opções das outras certo? Não me parece que haja algum tom crítico em qq dos posts ou comentários. A bem dizer, umas fazem o que podem, outras o que querem. E não é que a Mãe Frenética tem razão? A gente devia dizer: "Hoje vou, hoje não vou" "Hoje trabalho, amanhã fico com o bebé". :))))) "Hoje vou andar a cavalo, à praia e jantar fora, amanhã ganho uns trocos"...

Mamã said...

O mais importante é estarmos bem. Agora o resto é opção. EU não conseguia pôr a minha filha num infantário agora. No entanto, faço questão que ela vá por voltas do s 2 anos. Já sabes a minha opinião. Já falamos sobre o assunto.
Bjs

Anonymous said...

Ufa! Já nem tenho forças para escrever... Era incapaz de ficar a 100% com as minhas filhas sem estar a trabalhar ponto final.. Confesso que estou sem trabalhar desde o Natal e começo a sentir a falta da minha agitação profissional( não existe dia que não aceda ao mail da empresa para ver as novidades)
Preferia que a minha filhota mais nova fosse para o infantário aos 18 meses como a irmã mas entre esta ama e a escolinha da irmã provavelmente vou optar pela escolinha a partir dos 9 meses.
O que se quer é equilibrio e sensatez.. se não estivermos bem os nossos filhos tb não estão bem.

Repolha said...

Ana: O que causa indignação à tua volta, também poderia causar à minha se a avó estivesse disponível. Não! Não ficaria com a avó.

Amélia: Cansa nada!!! hehehe É tão bom. Lindo!!! Terei então uma filha mais que auto-vacinada!!!

Vanessa: Gostei do um bocadinho "meus". Há um pai de uma colega dela que até já diz que ela é a 3ª filha dele... hehehe "Ainda se fosse um gajo!!!! Estou sempre rodeado de mulherio!" LOL A minha filha adora-o... E sim! Gosto de os ver crescer juntos. De saber que um dia irão correr juntos. Passar fins-de-semana uns com os outros e etc.

Mãe Frenética: LOLLLLL Quando apanhares um desses eu estou na fila, ok??? Logo, logo atrás de ti ;)

Rita Santos: Eu tb esperava não mudar muito... Acho que não mudei muito, mas não sou a melhor pessoa para falar...

helena: Boa! É um bocado por aí...

Rute: Vamos lá deixar as avós para outro, certo? Mas nem todas as avós urbanas têm entre 50 a 60 anos... Nem toda a gente teve filhos com 20 ou 30 anos... Além de que duvido que no Inverno as avós vão muito mais além do que a um café ou a um supermercado... Mas fica para outro, boa???

Estrelinha da manhã: E "hoje vou jantar a Paris" e "amanhã talvez dê um salto com os piquenos às Caraíbas" LOL Isso é que era!!!
**
Muito bem rematado!!! Queres ser a rematadora oficial???

Mamã Babada: Opção ou não como tão bem diz a Flores... :)

Maria: LOL! Amas também não gosto pessoalmente... (fica para outra altura). Mas acho que resumes bem a ideia com a tua última frase. E mesmo quando não há outra opção, a única solução poderá ser aprender a viver BEM com o que se consegue...

Luísa said...

Ando aqui a matutar no assunto desde a hora do almoço pois não queria de deixar de escrever um comentário a este post.Espero não me alongar demasiado.
Atenção que respeito perfeitamente quem regressou ao trabalho antes do tempo ou que regressou com uma sensação de voltar a viver a sua vida. Ninguém é má mãe por isso. Eu se calhar também voltaria feliz e contente se as coisas me estivessem a correr de outra forma profissionalmente falando mas adiante.
Começo por dizer que nunca estive num infantário (a minha mãe estava em casa) e considero que não me fez falta nenhuma. Não foi por isso que me tornei mais ou menos sociável, nem mais nem menos desenvolvida. Tinha imensos meninos e meninas da minha idade para brincar na vizinhança.
Mas os tempos mudaram e na maior parte dos casos não fazemos ideia de quem são os nossos vizinhos e as mães são cada vez mais obrigadas a trabalhar. Um menino em casa com a mãe/avó/tia/ama muitas vezes não tem meninos com quem brincar. Mas isto é sobretudo importante a partir dos 2-3 anos. Antes, como muita gente já referiu, os bébés desenvolvem-se com a presença de adultos.
Ok poderão dizer, as creches têm educadoras. E eu respondo mas há educadoras e educadoras. Já todas ouvimos falar em boas e más experiências. Creches excelentes são poucas e estão cheias (e todas elas são autênticas incubadoras de doenças).
Um bébé pequenino precisa de amor, carinho e atenção, não se consegue queixar da falta destas 3 coisas. E a mim faz-me muita impressão deixar o Martim com uma pessoa que eu não conheço por mais que me digam que é uma excelente profissional. Por isso vou deixá-lo com a minha mãe e com a minha irmã. E por volta dos dois anos lá irá para a escola.
Neste momento até já equacionei ficar com o Martim em casa porque custa-me saber que não vou ser a primeira a vê-lo a fazer uma série de coisas pela primeira vez. Mas sem nunca abdicar da minha vida, fazer as coisas de que gosto. Já em relação ao meu emprego, a conversa é outra pois cada vez me desilude mais (mas isso era uma longa história, quem sabe um dia para algum post).
Ai como eu gostava de ser sueca!!!! Pelo menos podia ser checa (têm licenças de 7 meses).
Ups! Alonguei-me imenso... Espero não ter sido muito confusa.

Beijinhos

RB said...

boa!

Repolha said...

O resto respondo amanhã... talvez LOL que amanhã o dia não se adivinha fácil. Mas tinha que responder a uma pergunta directa ;)

Nádia, desempregada no sentido de não ter emprego eu sou. Sou o mais desempregada que possas imaginar... Desempregada no sentido de não ter trabalho, seja a fazer o que for (e não calculas as coisas que eu faço LOL), sinceramente não consigo imaginar-me... Se um colégio é caro. É, sim. Pelo menos para mim, é. Se prefiro mil vezes gastar esse dinheiro nisso do que em outras coisas, prefiro... Mas sem dúvida que como já o referi anteriormente sinto-me uma privilegiada e acho que a minha filha também o é por eu poder fazer o que eu acho ser o ideal. Agora: coitada é que não é de certeza...

Smas said...

Bem, eu só passei assim de fininho para dizer que em Macau são mais 7 horas que em Portugal.

O meu filho foi para a creche aos 18 meses e a minha filha irá com a mesma idade. Porquê? Porque nesta altura são um bocadinho mais resistentes às doenças dizem. O meu filho passou 2 meses com ites e oses e outras que mais depois de entrar para a creche. Ele era mais feliz por estar lá porque tinha convivio com outras crianças e se estivesse em casa comigo decerto não teria. A minha filha tem o irmão mas só ao fim do dia que ele está na escolinha e acho que lhe vai fazer bem.
Tenho empregada todo o dia para tratar deles (nem tenho outra hipótese porque longe de tudo e todos ela faz o papel de avó ou tia que até é nova)e trata deles quando estou doentes que aqui para darem um atestado é muito complicado!
Se não trabalhasse eles estariam comigo sim, mas não sei se eu e eles seriamos mais felizes por isso.
Eu gosto da creche e de saber que os tratam bem, o pior é quando vêm mordidos, cheios de nódoas negras e olhos inchados e com todas as doenças, mas isso faz parte do pacote.
E mais não digo que tenho um post muito importante para escrever.
Bjs

Horas Vagas said...

Bolas... que testamento que fizeste hoje. Já tivemos esta conversa e, como sabes, defendo a tua posição. Sou uma mãe completa se todas as facetas de mulher estiverem bem e preenchidas. E mulher profissional é uma delas. Mas não só... o mundo que se abre, de aprendizagem e pedagogia, às crianças que são colocas numa creche é imenso. Lidam com crianças da mesma idade, apanham as doenças que têm de apanhar, aprendem a partilhar, brincar, falar... Aprendem a inserirem-se numa comunidade, numa rotina que é apenas no início dessa grande odisseia que é a vida. Muito há para dizer mas, confesso, tenho fome! Vou pikenoalmoçar! Butes ao café na sexta?

Quita said...

Adorei o post e adorei os comentários!! Também respeito todas as opiniões, mas tb tenho a minha. Senti necessidade de voltar a trabalhar (muita mesmo) mas confesso que os primeiros dias em custaram horrores!! Foi uma agonia. No meu caso optei por uma ama...
Mas não me quero alongar mais (até pq já estou cansada de tanto ler)!!
Vou escrever um post sobre isto, posso???

Repolha said...

Eu até posso escrever muito... mas ninguém fica atrás... hehehe E o tempo? O tempo??? Onde anda ele??? Uma resposta porque acho que precisas dela para comentar...

Nádia, achava que tinha respondido a essa questão logo no início do post. Mesmo que fosse milionária a minha filha iria para uma creche logo que fosse possível a sua entrada. E mesmo que fosse milionária não me estou a ver sem fazer nada...

Se tivesse dinheiro de sobra para me sustentar e esse não chegasse para não trabalhar e pagar uma creche, iria trabalhar (e trabalho arranja-se nem que seja a passar a ferro... emprego é que está pior).

Daí que eu afirme o ideal para mim seja uma creche a partir dos 4 meses. Esclarecida?

PS: Com parágrafos e tudo LOL!

carla said...

Nem sei bem por onde começar, mas cá vai, mãe a 100% não, que eu não tinha capacidades para isso, mas gostava de ter mais tempo disponivel para eles isso sim, verdade seja dita que o serviço que tenho não me deixa muito tempo disponivel, mas não concordo em nada em eles serem criados em casa...Infantário sou contra até aos 2/3 anos, chamem-me lá aquilo que quiserem mas faz-me confusão. Os meus estão na ama, o Rodrigo frequenta a pré escola e depois vai para a ama, a Inês está na ama desde os 3 meses e meio e aos 3 anos fará o mesmo que o irmão.

O porquê da ama? Por uma razão muito simples, pq confio nela a 100%, pq foi minha ama, isto vem de gerações, pq o Rodrigo é asmático e ela sabe lidar com bombas e afins e sabe calcular as crises, pq eu por exemplo no mês de Maio nunca saiu daqui antes das 20 horas e ela não mete problemas...pq são criados ao ar livre, com galinhas , patos e terra, ficam muito sujos....Agora vais dizer-me então mas não estão com outras crianças? Estão sim, a In~es tem uma menina da idade dela, ou seja a ama tem 2 meninas a tempo inteiro e depois tem 3 meninos de pré e 2 de idade escolar, se fazem jogos didácticos?? fazem sim, a ama tem formação, tem um curso de professora primária mas nunca exerceu.

Agora se não fosse ter esta ama, se optaria por outra não, certamente que não, pq esta eu conheço desde que nasci, fui sua vizinha até aos 21 anos, como faria?? Pois está claro teria seguido pelo caminho do infantário...

desculpa o testamento e a confusão..

Beijocas

Caracoleta said...

Eu gostaria que a Isabella ficasse com os avós pelo menos até aos 2 anos. Isso não é possível! O único avô com capacidade para tomar conta dela vive na Itália e não pensa mudar-se para cá!
Creche teria que ser uma em que eu conhecesse a(s) pessoa(as) que ficariam com ela (acho que esse é o teu caso e estás cheia de sorte!).
Não conheço ninguém que trabalhe numa creche "decente" portanto não confio em nenhuma creche.
Por estas razões quando decidimos ter um filho combinamos que o pai ficava com o bebé enquanto a mãe vai trabalhar e é assim que vamos fazer. Nenhum de nós abdicará da sua actividade profissional para cuidar da Principessa. Claro que o nosso caso é excepcional. Eu trabalho apenas 5 horas por dia e até a Isabella fazer 1 ano trabalharei apenas 4 horas e o Michele tem uma profissão que lhe permite fazer o seu próprio horário. Compreendo que a maioria dos casais não tenha opção. No lugar deles não sei o que faria.
Beijinhos,
Susana

Alice said...

Pois eu tb só não ponhos os meus no infantários agora, porque surgiu a oportunidade de eu poder ficar mais tempo com eles e tb, porque ter dois filhos no infantário custa muito mesmo. Se posso por agora, ficam comigo, sempre poupo uns euros (e muitos!) e lhes dou mais um bocadinho da minha disponibilidade a tempo inteiro. Mas penso que em Setembro já entram, se td correr bem.
beijinhos

Repolha said...

Luisa: Não foste confusa. Percebi lindamente o que querias dizer... Mas aceitas que haja quem não considere o mesmo, certo? Aí reside a questão... Eu por exemplo odiaria ser sueca LOL

Rute Almeida: Ora sortuda segundo o teu ponto de vista. Eu se vivesse as mesmas condições aposto que não seria muito feliz... Ou seja, eu também me considero sortuda sob o meu ponto de vista. Sobre o teu irmão: as creches não servem para desenvolver inteligência. Aliás, a inteligência é uma faculdade considerada inata, podendo ser melhor ou pior direccionada... mas não é algo que se aprende seja onde for...

Lua: Como respondi à Nádia, a vida é uma questão de estabelecer prioridades. Mas posso dizer-te, sem qualquer tipo de remorso, que a minha filha não tem imensos brinquedos giríssimos, que não tem roupa e sapatos a granel (a larga maioria é emprestada), que não teve direito sequer a um ovo novo... Além disso, sinceramente não consigo imaginar-me sem trabalhar... a fazer o que quer que seja.

Rutebruno: Um esclarecimento – aquelas coisas todas que relatei à Zuza como podes calcular não se passam na creche. Passaram-se comigo desde que ela nasceu. LOL

Sandra J.: LOL. Tu vives uma realidade bem diferente, logo não posso avaliar ou deixar de o fazer (além que não estou cá para isso). Sabes que eu até acho uma certa graça quando vêm tipo "acabei de vir de combate"... LOL Não que ache graça a vê-los mordidos... acho graça à pinta – bochecha mordida e sorriso de orelha a orelha...

Horas Vagas: Também considero a creche uma primeira comunidade. E ao ritmo que a vida corre actualmente parace-me o melhor que posso fazer por ela... Ir habituando-a aos poucos.

Mamã P.: Ok... vamos guardar amas para uma próxima... para o mês que vem. Que isto também cansa, concordo contigo LOL. Ó se podes!!! Podes e deves está claro...

Carla: Guarda então toda a parte das amas para outro dia (que o teu caso também acaba por ser uma excepção). Não explicaste foi exactamente o que te faz confusão numa creche...

Nádia: Desculpa antes de mais a minha secura. Mas se há coisa que não gosto é quando alguém não só se esforça por não compreender outro ponto de vista como o tenta deturpar. E foi isso que fizeste com o teu comentário... Se quiseres esforçar-te um pouco mais para perceber é só voltares a ler o que eu escrevi. Agora... não me lembro de ter criticado a forma de estar na vida de quem opta por ficar em casa. Mas posso fazê-lo e arranjar segundo os meus pontos de vista, a minha forma de ser, “n” contras de ficar em casa a cuidar de filhos...

Caracoleta: Pois! É essencial confiar na creche para falar como eu falo. Mas não tenhas dúvidas que confio nas pessoas que lá estão. E tenho a certeza que há mais como estas pessoas ;)

Leonor: Com dois ao mesmo tempo Leonor eu também não sei do que seria capaz... a minha realidade é muito diferente da tua... E em Setembro vão mais que a tempo. Que também não seria tola ao ponto de pagar um ano de colégio para a garota entrar em Maio ou Junho...

Flores said...

Oh Carla, desculpa, mas com este último comentário da Nádia não posso ficar calada. Não tens q te justificar, obviamente, mas já agora qdo e se quiseres tb gostava de perceber isto.

É q eu até percebo tudo o q dizes para fundamentar a tua escolha. Só não percebo o aos 4 meses. Mas isto sou eu q, lá está, fiquei 6, e ñ fiquei mais pq não me foi dada a possibilidade de escolha.

É q ando a remoer este post(leia-se pensar sb este assunto) há 2 dias.

Ah, e toma lá os beijos de volta. Q eu cá sou bem mandada. :D

Repolha said...

Flores: Ó Flores!!! Ó Flores!!! Copy paste lá de cima, ok???? "A minha se tivesse ido aos 4 meses teria tido uma adaptação santa, aos sete foi de pôr os cabelos das educadoras em pé que garantidamente andaram uma semana a comprimidos para a dor de cabeça... ao ano e conhecendo-a teria sido extremamente dramático (alguém que a conheça e leia este blog é favor explicar o quão dramático). Neste momento, aos 15 meses, seria o mesmo que lhe fazer um buraco no coração... "

Anonymous said...

1. Ò carla, se tu não te sais com outro post (que a gente está à espera)podes ter a certeza que estes comentários chegarão às 10 000 entradas que tanto aguardo.
Por isso, aqui deixo também aqui mais uma pégada (dedada).
2. A ver com este post, ontem, bordei o nome do Benjamim no bolsinho da bata da escola B-E-N-J-A-M-I-M, e lembro-me de ter pensado: "bem, se tivesse um rol de filhos, e sendo assim eu pobrezinha, teria mesmo de ficar em casa com eles". Mas o pensamento mesmo danado foi o de pensar:"Ohhh, depois já não estaria com estas delicadezas, estes bordados, provavelmente passaria o dia todo a retirar massa de pasteleiro do móveis".
3. Vou mandar-te um mail, assim só com mais três linhas, dá-me licença??
Beijinhos.

. said...

Ui, ainda aqui andam? :) Então a mulher, mesmo que fosse mulher a dias, limpadora de sanitas, ou passadora de ferro de engomar não pode ter direito a gostar de ter a filhota na creche? Umas horitas de descanso para ir fazer as suas lides, para andar nos blogs, para fumar umas cigarradas e ir ao café com as amigas? Com direito a horário flexível a repolha vai buscar a repolinha, mimam-se, babam-se, agarram-se e curem-se, ambas com saudades. A repolha, pobrezinha, livra-se de ver a cara da mãe o dia tido, seja por três ou seis horas, a repolha cuida-se e vive e trabalha e faz o que entender, sim pq uma mulher não é só mãe.

Não estou a ver porquê tantas dúvidas.Desculpem, mas sejá lá qual for o emprego que se tenha, se eu ficasse desempregada tb deitava mãos à obra. Não ia para dentro de casa cuidar do meu filho, infeliz. Ia à luta. Desempregada ainda por cima? Só se me cortassem os bracinhos (isola, isola, isola). Sei cozinhar bem, cozinheira precisa-se? Tb poderia fazer tele- marketing , vender livros. Parada é que não ficava. São feitios. Se há quem considere egoísmo... erro crasso. Egoísmo é andar aos berros pela casa toda, sem paciência, triste, a espalhar mau- humor pela família toda.

Obviamente não me estou a referir a nenhum caso concreto. Nem quero sequer saber o que se passa na casa do vizinho. Estamos todas felizes? Olha que maravilha...

Flores said...

Ah, ok. Falta-me conhecer a tua filha. Tão independente, mas tão dependente. ;)

. said...

Ignorem as gralhas no meu texto. Quá quáaa. Onde se lê curem-se, leia-se CURTEM-SE, onde se lê tido leia-se TUDO...e por aí fora

Repolha said...

Amélia: Eu quero, mas importam-se de parar??? Hummmm??? LOL
Pois. Eu seria mais esse género se ficasse em casa.
Não recebi nada... Auto-censura???

Estrelinha: No meu ponto de vista é mais e a filha da mulher que passa a ferro não tem direito de ir para a creche??? E a mulher que passa a ferro tem que trabalhar de dia à noite (com o que ganham por aqui é não certamente!!!). "A repolha, pobrezinha, livra-se de ver a cara da mãe o dia tido" - É MESMO ISSO!
Pois... era mesmo isso que eu queria dizer. Que eu sou feliz assim e não tenho vontade nenhuma de passar uma imagem contrária... Que acho normal que haja quem seja feliz a ficar em casa...

Flores: Independente??? LOL A rapariga tem 15 meses!!! Independente não é... LOL. Tem uma grande vontade de ser autónoma. É mais por aí... LOL (o que eu já me ri a imaginá-la a ir para a escola sozinha e a abrir a porta de casa com as próprias chaves... LOL)

Estrelinha da manhã: LOLLLLLL

Bailarina said...

Leio a mãe frenética e penso que era mesmo o que queria :ser bem paga e trabalhar qd quero!!Isso não existe e sinceramente não sei muito bem qual a minha opinião porque se por um lado imagino o que custa deixar o bebe e ir trabalhar por outro lado n me imagino em casa sem a minha vida agitada, sem o contacto c o mundo!!
Mas a vida e o tempo vão se encarregar de me ajudar a ter uma opinião mais fundamentada.
beijos

Horas Vagas said...

Parece-me que a Nádia, de facto, está a ter alguma resistência a compreender estes pontos de vista...
Reforço: Mãe é mulher, amante, profissional. Mãe com todas as suas facetas equilibradas é uma mãe melhor, mais serena, menos frustrada. Se uma mãe pretere a sua faceta profissional e assim se sente feliz, felizes ficamos todos! Porreiro da vida! Agora, o que não podemos ignorar, que há mulheres, como eu, que além dessa vertente laboral que necessitam de ver preenchida, que é a nossa realização profissional, amam desenfreada e avidamente os seus filhos. E por os amarem, por querer vê-los bem, desenvolvidos e a integrarem-se num mundo de novidade, aceitam colocá-los em creches, infantários, berçários ou amas, o que quer que seja. Se eu tivesse os meus pais disponíveis, gostaria que a minha filha por lá ficasse... mas não um tempo exarcebado que a inibisse de brincar com meninos da idade dela, de aprender com educadoras o que são as cores, os números e a partilha de espaços e brinquedos. Todos faremos isso muito bem, concerteza... mas acredito que a construção pedagógica e didáctica que uma criança recebe nestes espaços é importantíssima!
Lidam com crianças da mesma idade, competem pelo gatinhar, pelo primeiro passo... desenvolvem as suas capacidades cognitivas e motoras. Comunicam e aprendem a integrarem-se num grupo, numa comunidade.
A criancinha enfiada em casa com a mamã sopeira acabou...
Não há pachorra!
Se respeito? Respeito!
Se concordo? Não!
E agora vou comer gelatina que tudo isto me desgasta! Arre!

Flores said...

Desculpa, mas são sinónimos.

carla said...

Ai credo mulher esta discussão nuca mais vai acabar, mas eu até nem sou complicada e passo a explicar o meu ponto de vista e atenção lê a minha ultima frase: se não fosse esta ama optaria pelo infantário pois está claro.

Agora o que me faz confusão no infantário, é estarem 10 crianças de meses numa sala fechada todo o santo dia, e uma pessoa ou duas adultas a tomarem conta das crianças, atenção que estou a falar dos infantários que existem aqui na santa provincia!!! Eu vejo que poucos espaços livres existem, que os bebés estão quase todo o dia fechados nessa mesma sala, onde dormem, brincam, enfim tudo...

Depois penso se são 10 e estão todos com fome como fazem para lhes dar o almoço??? Se tiverem todos de mudar a fralda como é???

É verdade que assim funcionam e paga-se bem...tb é verdade que nunca tive um filho em infantário, nem fiz questão disso como tal nunca aprofundei muito o assunto.

Quando digo 2/3 anos achar a idade ideal para infantário, é pq com essa idade eles são mais autonomos, nota que foi isso que fiz, ama até aos 3 anos, a partir dos 3 anos pré escola e ama.

Agora tu dizes que o meu caso é especial e é verdade eu nunca meteria um filho numa uma que eu não conhecesse, eu tenho livre acesso à casa da ama dos meus filhos e chegue a que horas chegar, ela está sempre, atenção SEMPRE com os miudos, nunca a vi a passar a ferro, ou fazer lides pessoais e olha que já lé cheguei a meio da tarde sem avisar!!

Pronto isto vai demasiado longo, não é que seja contra os infantários, mas tendo eu uma melhor opção para os meus optei por ela, claro que respeito quem tomar a decisão do infantário!!

Em relação ao ficar em casa eu não ficava, eu digo mesmo que se fosse muito rica, teria de ter alguma ocupação, senão ficava doidinha da cabeça! Claro que seria diferente e aí e esse é o meu sonho é poder arranjar uma forma d eestar mais tempo com eles! Mas tb respeito as mães que optam por ser mães a tempo inteiro...tudo é uma questão de opções e não podemos exigir que os outros pensem como nós, certo?


Beijocas

Tita Dom said...

:-) deu pano para mangas

Repolha said...

Bailarina: Também seria o meu ideal a nível de trabalho... mas a creche continuaria lá :)

Horas Vagas: De Morango?

Flores: Ok!

Nádia: Exacto. Eu expliquei o que já tinha deixado claro... Que acho que uma creche é de extrema importância para o desenvolvimento da minha filha. O teu comentário pode ter sido feito sem qualquer ponta de ironia. Mas que pareceu, pareceu. Até porque já deixei bem claro que não sou apologista de creche para que a criança fique lá o dia inteiro. Já expliquei várias vezes... Por isso eu não iria trabalhar o dia inteiro. Além que posso passar a ferro à noite enquanto ela dorme ;)

Carla: Entendido e vê lá como eu sou bem mandada :)

E agora para rematar
Amigas vamos lá pôr um ponto final. Que façam comentários que não exijam resposta, ok?
Podemos discordar e até trocar palavras mais azedas que isso não implica que nos tornemos opositoras (é no feminino que os gajos, os poucos que cá vinham, fugiram todos LOL)... Mas que o assunto já cansa... isso já! Voltemos a ele daqui a um mês ou dois... pode ser?

Horas Vagas said...

Morango! Já a comi quase toda!

Caracoleta said...

Xiiiiiiiii! Isto é uma "discussão" que nunca mais acaba! Assim é que dá gosto!

Zuza said...

Biiiiiiiiiii que cheguei agora e vi que o dia foi animado!!

Queres fazer-me um resumo, queres???
LOLOLOL

Mae Frenética said...

Zuza - tu não peças isso q não sabes no q te vais meter... :))

matamari said...

isto é caso para dizer: "credããaõoo! nossa senhora da conchichina nos acuda que uma pessoa vem aqui só para ver (ler) umas coisitas e perde tempos infinitos e preciosos de trabalho" - mea culpa!
Pois... quem é que dizia que as opiniões são como as laranjas? ameixas? azeitonas? nã ma lembro...
cada qual saberá o melhor para si e para o seu rebento. O que é bom ou possível para uns não será pra outros. Ou pelos factos, ou pela disponibilidade emocional ou pela situação familiar ou seja por que for! Para quê entrar em azedices? (pergunta retórica...)

fee said...

Cada vez que te leio é um sorriso enorme, porque me revejo em muitas das coisas que dizes, apesar de ainda não ter filhos e é com grande orgulho que sinto isso, porque às vezes não encontro grande afinidade em termos de opinião com as pessoas que me rodeiam!
Muitos beijos e que sintas que as tuas decisões são sempre acertadas ou pelo menos que fazes por isso!
beijos, beijos!
P.S. cada dia vou ficando mais fã tua, e daquilo que escreves (o teu blog é já um vício, não posso deixar de vir cá quase todos os dias!)

Anonymous said...

Irraaaaa, que isto já deu pano para mangas...

Bom, e eu que tenho quatro filhotes, adoro estar com eles (todo o tempo é pouco), mas também gosto muito (mesmo muito) de trabalhar. Já estou com uma menina disse aí em cima: o ideal era se existissem trabalhos (ou melhor, empregos) onde pudessemos ir apenas quando nos apetecesse... 'bora fundar uma tasca assim?! :D

Vanessa said...

Já tinha percebido (porque leio babyblogs a mais) que este tema era deveras polémico.
Nunca me atrevi a escrever sobre o assunto porque sabia que algumas mentes me iriam caír em cima. Mentes que não iriam concordar comigo e que possivelmente até se poderiam sentir afrontadas se eu desse a minha opinião...foi o que aconteceu contigo né mamã repolha?

Nem tendo este cuidado: "Este texto não pretende ser uma ideia com a qual se concorda ou discorda. É uma forma de estar na vida com a qual alguém se poderá identificar ou não."

Ainda tentaste! hehehe

Estou ctgo!

PS: O L. foi uma semana antes de fazer 4 meses. Não me arrependo (também verdade seja que não tive escolha), nem creio que ele tivesse uma melhor adaptação se fosse por ex dos 6 meses para a frente. Quanto às doenças, ficou o primeiro ano quase sempre "ranhosito" de facto. também teve varicela com 16 meses. Agora já não vai às urgências à mais seis meses.
Na minha opinião, adiar a ida para a creche, é adiar o contacto com os vírus e é esperar pela fase crítica da separação (aos 8 meses começa a ser terrível para todos. Dito pelas próprias educadoras*).

*Elas, mais que ninguém devem saber o que é, não?

Miúda said...

Passo a dizer q venho tarde mas que vai ser extenso (n tanto como alguns- digo agora!)
Digo tb q n li os comentários todos, mas alguns.
Digo q os macacos do nariz são sim salgados e q me lembro bem q os comia... a diante!

Partilho 80% da tua opinião.
Que se podesse estáva sim em casa com a minha filha. Mas não ficaria o tempo todo. Porque só o faria no caso de ser bastante rica e teria tempo para mim (ginásio, beleza, chá das 5...). Deixá-la-ía sempre, por algum tempo, numa creche e não com amas ou avós.

Sou 100% da tua opinião em tudo o resto (-5% para as doenças, +-).
Que não interagem socialmente acho disparate. A Maria conhece os colegas desde mto cedo, adora o pessoal auxiliar e todos na creche. Uma outra família, digo eu!
Mas a parte boa é q numa ama ou avós há a componente educação, aquilo q eles vão passando, aquilo que querem ensinar.
Na creche há apenas a componente escola (mas há tb amor e mto carinho). Eles n tentam educar os nossos filhos (n conseguem, n têm tempo), e essa missão fica para nós (pq essa n aceito passá-la a mais ninguém).

sempre me dizem q a Maria está muito desenvolvida e q se nota o meu trabalho de casa. Que se ela é assim q é dela mas q tb se nota q há interação em casa- Sabe tão bem ouvir.
Sabe tb bem ouvir q - "nós n estamos aqui para educar"
E acreditem q numa ama ou nos avós seria sempre diferente.
Educar é uma tarefa q quero q seja minha. (Lógico q tinha q me "dobrar" se tivesse q ser de outra forma - mas graças a Deus inscrevi a Maria na creche estáva grávida de 4 meses e consegui vaga onde queria- q tb aí sou mto previligiada)

Depois há a componente q nem eu, nem outro adulto, conseguimos dar á Maria. Gostava q todos vissem o quanto a minha filha adora os colegas, desde cedo, desde o 4 meses e 1/2 que para lá foi, o quanto interagem, imita, brinca...

Ideais, cada um tem o seu. Acredito q cada um deva seguir a forma como se sente seguro, a verdade é que senti um alivio enorme qdo a Maria foi para a creche... estava com a minha sogra e detestei! Desculpem

Fico por aqui q o tempo urge. Mas a verdade é q me sinto muito bom como aminha filha está, e está numa cresche, e eu estou a trabalhar de consciência tranquila.

Sem stresses.

Beijos. (Já sabias, não já?) E isto é o com 77? Bolas!

Mãe do Outro Mundo said...

Apre que este gajedo é opinioso!

Vou ser curta e grossa:

1) Ainda não tinha comentado porque tenho trabalhado demais. Se me sinto mal por trabalhar demais estas semanas? Sim e não. Sim porque sei que o meu filho sente a minha falta. Não, porque sou profissional e tenho obrigação de apresentar algo em condições.
2)Creches: Temos que confiar. Posso falar por mim... As educadoras adoram o Rafael, os outros meninos andam sempre de roda dele porque é o mais pequenino e eu acho que essa convivência é importante para ele.
3) Se fosse rica talvez não trabalhasse tanto mas também não ficaria o tempo todo com o meu filho. Isso não faria de mim melhor mãe mas sim pior.

Anonymous said...

Eu sou uma daquelas visitantes-sanguessugas que entra nos blogues desde a gravidez para retirar daí toda a aprendizagem possível sem postar nada ;)
Gosto dos blogues porque junta pessoas muito diferentes com um ponto em comum muito importante (e que faz, umas criar o seu próprio blogue e outras vizitá-los), retirando daí toda a aprendizagem possível com a experiência alheia. Costumo dizer sempre isto: a nossa esperança média de vida é 75 anos (e isto porque somos gajas!!! lol), muito curta se apenas considerarmos as nossas vitórias e derrotas, por isso, nada melhor que usar das vivências dos outros para crescer e melhorar enquanto indivíduos.
Este post - e respectivos comentários ao post - mostra bem a minha opinião sobre pontos em comum. Como podem ver se relerem tudo de novo (coragem! lol), estão todas de acordo... Cada uma tenta saber o que é melhor para a sua cria e cada uma sabe as opções que vai tomando em relação à sua vida com ela. Eu conheço as duas repolhas há já muito tempo, elas sabem como eu e o meu Piny Pon somos diferentes, mas acho que sempre existiu espaço para ambas as mães aprenderem uma com a outra (e nisso acho q eu e a Carla temos a sabedoria de aproveitar essas mesmas diferenças para avaliarmos e até reformularmos a nossa própria performance...), espero que um dia eles tenham esse discernimento e que aprendam com as suas diferenças o mesmo que nós tentamos aprender com as nossas... isso vai significar que, pelo menos nesse posto, ambas as mães fizeram um bom trabalho!!!
Outra coisa em que todas estamos de acordo, ser mãe é uma VERDADEIRA maravilha, não é?
Sílvia Sousa (mãe do Gui, com 15 meses)

Francisca said...

Também quero! Ainda vou a tempo?

Francisca said...

Ok, pronto. Li agora o "Para rematar". Opino para a próxima.

(nem reparei que já eram 80!!!)