“(...) quando de uma qualquer universidade estrangeira, saltam para as páginas dos jornais uns pediatras e pedopsiquiatras que, devidamente corroborados por especialistas nacionais, lhes vêm dizer [às mães] que o filho cada vez mais único de cada uma delas não terá "a capacidade de ser empático, de perceber o que os outros sentem", porque elas não estão em casa. Ou, mais concretamente, porque, das 168 horas que a semana tem, a criancinha não passa pelo menos 138 ao lado dos progenitores.
Esta contabilidade chegou-me via PÚBLICO, num artigo intitulado Bebés não deviam estar mais de 30 horas por semana sem os pais. E isto, que não é mais do que uma opinião, é assim apresentado como um dogma. Tonto como todos os dogmas.
(...)
Se o parto não acontece como vem nos livros, se a amamentação ou os biberões não duram o previsto, se as criancinhas não ouvem música clássica desde o dia da concepção, então brotará dali um ser traumatizadíssimo que, aos 60 anos, ainda achará normal dizer que não foi um génio - ou, simplesmente, uma boa pessoa - porque a mãe não esteve 138 horas por semana ao seu lado até ao bendito dia em que teve de entrar para a escola primária.(...)”
Por um Verão sem culpa
Helena Matos in PÚBLICO de 31/07
16 comments:
Ora bolas, isso havia de ser provado e comprovado mas era, a ver se os estado nos pagava para isso! Não pagando...pois, olha o meu trauma, n o achas enorme?!
tralala, trololo
fiu, fiu (assobio para o lado)
138 Horas semanais com os pais???
Tadinha da criança!
O meu filho não merecia tal castigo, acredita. Eu quero ler e escrever e ainda ver televisão, o mais certo era passar o dia a enxotá-lo. Prefiro assim, em que o tempo que estou com ele, estou mesmo com ele. E se n vier a ser nenhum génio, pelo menos é um rapazinho equilibrado. lolololl
"off topic"
O gabriel já está constipado há um mês, nariz entupido tem desde que nasceu, só aspiro quando vejo que está mesmo aflito, depois no início de julho comecei a notar-lhe uma farfalheira, mas ele não se queixava de nada, como achei que era só uma constipaçãozita e ele está a ser amamentado, fui deixando andar a ver se se curava. Eventualmente chegou ao ponto de querer mamar a intervalos cada vez mais curtos só para se consolar e passou de dormir umas sestas de pelo menos uma hora a sonequitas de 20min.
O aspirador nasal nunca lhe fez nada, era uma simples tortura, sempre lhe coloquei gotinhas de soro e ele vem sempre para a casa de banho comigo para levar com o vapor.
Com os aerossois melhorou bastante (sempre só com soro), dum dia para o outro voltou logo aos intervalos habituais da mama, mas agora ainda está um bocadinho constipado e não me parece que os aerossois ainda o ajudem.
Por isso manda as dicas sim senhor :) (as noites húmidas agora tá difícil ;) )
morgy.fadas@gmail.com
Não percebi.
O artigo é uma opinião que diz que não se deve ter culpa se for preciso estar menos de 30h semana com um filho bebé?
É isso? Não?
A sério que não percebi!
Loooll
(se é isso acho que te vou mandar um mail, loool)
Acho que ainda a semana passada falei em horas... que ela passa com as educadoras...
Amélia - o artigo diz é que é um disparate esta coisa de fomentar a culpa na mulher e dizer que as crianças necessitam de estar com as criaturas todos os minutos em que estão acordadas e a dormir.
As 30 horas referidas é o tempo acordado - não é o tempo que passam a dormir lol. Se eu fizer contas passo no máximo dos máximos 40 horas semanais com a pequena acordada. E isto porque não cumpro os horários que se defendem para os comes e dormes (porque come connosco e só se deita depois da historieta ou do puzzle ou de outra coisa qualquer e porque ao fim-de-semana muitas vezes salta sesta e deita-se tarde e a más horas). Se cumprisse, certamente seriam menos de 30 horas :)
Eu acho que passo umas 3 horitas com eles acordados semanakmente...mas digo-te se eu estivesse a tempo inteiro com eles aí sim seriam criancinhas traumatizadas, LOL!!!
Beijos
Pois. Foi isso que percebi no artigo. A responsabilização pela culpa é uma soda mesmo, pretende fazer-nos seres neuróticos quanto ao futuro. Arre!
O melhor mesmo é encontrar um equilíbrio, na relação mãe-bebé (creio que o artigo é sobre bebés) e 30 h é bom indicador para um limite inferior, num estudo que, parece-me, pretende chamar a atenção para um mal-estar crescente nas ‘sociedades modernas’ ao nível do contacto inicial… qualiquantitativamente será? E porventura também tem que haver um limite superior. Lá chegaremos, se é que não chegámos já. Loool.
He he he.
Eu fiz as contas, loool, e nas férias vamos rebentar com a escala, olé!
Beijo
Eh pá o comment ficou mal não é 3 valha-me deus, são 30 TRINTA
Traumas e mais traumas....
Daqui a pouco vamos ter uma geração de traumatizados...bolas!!
Se o estado pagasse uma estadia em casa para estar mais tempo com os nossos filhos, era uma coisa, agora mães em casa...e viviamos de quê?
Os especialistas devem receitar, amor, com mutitos beijinhos, colinho e outras coisas afins...Não nos façam ter peso na consciencia por estarmos pouco tempo com eles...
Desculpa lá o desabafo aqui nos comentários do teu blog, mas as vezes fico irritada...
Beijinhos
Sandra
vamos ter uma geração de traumatizados!!
jocas
Feitas as contas, o meu puto passa cerca de 50 horas semanais a aturar-me. E eu tb não respeito os horários "normais"...
bjoca
(acordado, claro)
haja pachorra. pra eles, pra nós, e sobretudo para aturar teorias de pediatras (homens - hehehe!) ressabiados
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